O laudo psicológico foi entregue ao recursos humanos do banco e dia 5 de novembro de 2004, fui informada que deveria comparecer às 11:00h na sala da diretoria do banco, entrada pela Escola, para assunto de demissão. Mesmo com medo, entrei e constatei que minha demissão estava pronta era só eu assinar. Como se não soubesse de nada o Presidente perguntou o que estava acontecendo, contei tudo que escrevi até agora aqui no blog, ele olhou pra mim e falou "mas é só por isso", como se tudo isso não fosse difícil o bastante pra mim, pra ele é fácil falar porque não é ele que enfrenta o assaltante como os caixas, aliás ele nunca está presente nos assaltos e ainda diz que está tranqüilo porque paga seguro de vida aos funcionários, se alguém morrer a família será indenizada... Após 10 anos prestando serviço ao banco me sentia péssima, porque estava saindo do banco dessa forma, fui acusada de fraca, irresponsável por faltar serviço apenas por medo, tive que ouvir que estava inventando motivo pra sair só pra receber o fundo de garantia, ouvi que o laudo psicológico não tem valor algum, qualquer um que pagar um profissional pega um atestado etc. Ou seja, jamais imaginava que iria passar por tanta humilhação junta, já estava abalada pelo trauma e agora, então, com sérias possibilidades a depressão. Assinei a papelada com lágrimas nos olhos e com o coração apertado aceitei o acordo, onde teria que devolver a multa dos 40% porque o assaltante já tinha levado em torno de dezesseis mil e o banco não tinha como dispor de mais seis mil; ah! e a papelada foi feita com data retroativa como se eu já tivesse cumprido aviso prévio, segundo o presidente, para não ficar feio pra mim; como eu estava fragilizada fui ouvindo tudo em silêncio e não consegui sequer me defender de todas aquelas acusações, então pensei em Deus, pedi força e coragem pra superar a situação e um dia conseguir recuperar minha dignidade, uma vez que o trabalho dignifica o ser humano.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
A Demissão
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Síndrome do Stress Pós Traumático
Não consegui dormir na noite de quinta-feira, dia 29 de outubro de 2004, sexta-feira, não consegui sequer tomar banho para ir ao trabalho, só chorava e sentia medo de entrar no banco, tinha receio até em ligar pra lá, então liguei pra casa da minha mãe e relatei o que estava acontecendo, disse: "Mãe eu não estou em meu estado normal, estou chorando, sentindo medo, não consigo nem tomar banho, acho que preciso de uma psicóloga, devo estar traumatizada" e contei o que havia acontecido nos dias anteriores, então minha mãe ligou conversou com um dos presidentes do banco, que providenciou uma consulta com Psicóloga, onde contei tudo que havia acontecido desde o dia do assalto até a data da consulta, ela diagnosticou Síndrome do Stress Pós Traumático e passou laudo psicológico dizendo que eu precisava me afastar do banco por uns quatro meses, fazer um tratamento/acompanhamento, para que pudesse retornar as minhas funções de caixa, ou ser transferida a outro setor, assim que houvesse recuperação total, recuperando a confiança na vida e nas pessoas, no trabalho e em mim mesma.
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